segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O que é dormir?


Nosso cérebro nunca para, nem durante o sono. Apresenta duas formas distintas de atividade: a vigília e o sono. As atividades cerebrais de vigília acontecem durante o período no qual estamos acordados, e as atividades cerebrais do sono são particulares, evidentemente, ao período no qual dormimos.
É impossível viver sem dormir. Os períodos cíclicos e ininterruptos de sono e vigília, aparentemente tão diferentes, sustentam todas as nossas funções biológicas e intelectuais. Esta é uma verdade que vale por toda a nossa vida, desde
o período intraútero de nossa existência. A saúde do organismo depende do adequado equilíbrio entre estas duas formas de atividade cerebral.
Dormir é uma função biológica essencial para a manutenção da vida, tão importante quanto comer, beber ou respirar. Essas quatro atividades – comer, beber, respirar e dormir – são consideradas essenciais, pois visam à manutenção da vida em suas atividades mais básicas. Privar um indivíduo de qualquer uma dessas funções biológicas culmina, num tempo maior ou menor, impreterivelmente, com a morte.
O sono é um período fundamental para qualquer atividade executada durante a vigília. Em experimentos com animais, o impedimento do sono leva à morte em apenas poucas semanas. São incompatíveis com a vida as alterações na fisiologia
do organismo que surgem após um período de privação do sono.
Estamos sempre atentos à importância do ato de comer e beber (que geram prazer imediato ao saciarmos nossas fome ou sede) e com o ato da respiração (que gera desconforto imediato ao ser interrompida). Acontecendo num momento
do nosso dia onde a relação com o mundo se processa sem interações ou contatos físicos concretos e quantificáveis, a atividade de dormir, por muita gente, é relegada a um segundo plano no rol das necessidades biológicas primárias.
E isto acontece não só pelo julgamento da população em geral,mas, em especial e com raras exceções, com a comunidade científica, que só agora dedica ao tema a importância que ele tem.
Durante muito tempo, a Medicina interpretou o sono de modo limitado, embora tenhamos na ponta da língua o tempo que usamos com o ato de dormir (aproximadamente a terça parte de toda a nossa vida) e todos nós saibamos que uma noite bem dormida é fundamental para um despertar saudável e um dia harmonioso.
Todos nós dormimos. Uns dormem menos, outros precisam dormir mais, mas todos dormimos. A grande maioria da população imagina que o nosso corpo, ao dormir, comporta-se como um carro estacionado à noite: imóvel, inativo, com as luzes e o motor apagados. Ou então como um computador em modo stand by, programado para começar a funcionar em determinada hora ou na primeira balançada do mouse. Em absoluto, não é isso que acontece. A atividade do cérebro é contínua e frenética durante o sono, principalmente durante o momento em que os sonhos acontecem.
Quanto às nossas funções motoras, os nossos movimentos, ficam realmente imóveis quando dormimos. Esta imobilidade é uma condição necessária ao sono normal (o cérebro deixa de emitir os sinais de movimento para os nervos motores localizados na medula espinal). É como se fôssemos acometidos por uma paralisia geral temporária, que mantivesse funcionando apenas os músculos da respiração, estes sim independentes de funções voluntárias, assim como outro músculo, o coração, que também não para durante o sono. O despertar, por sua vez reativa, além de nossas funções motoras, nossa consciência.

Fonte: http://www.buscasaude.com.br/otorrinolaringologista/o-que-e-dormir/

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