sábado, 29 de setembro de 2012

A filosofia como caminho para a cura pessoal







O pensar filosófico, pode e vai muito além daquilo que normalmente imaginamos. Ao ler este texto me lembrei das aulas de Metafisica, na Faculdade de Filosofia, o que me permitiu mudar uma série de conceitos e paradigmas que carregava comigo, sem sequer me permitir pensar nestes. Tal permissão não era por bloqueios pré-estabelecidos, mas por uma forma massificada de não raciocinar além daquilo que me era pedido, de certa forma.
A descoberta de que o horizonte é muito mais amplo do que imaginamos e/ou visualizamos de nossas janelas, me impulsiona na busca de cada vez mais descobrir o novo, aquilo que me acrescente e possa me fazer construir novos conceitos e assim mudar os meus ângulos de pensamento, fomentando em mim o caminho de cura pessoal, e poder estimular este nos que estejam à minha volta.
Espero que tenham uma excelente leitura


A SABEDORIA DE PITÁGORAS




Como a Filosofia
Elimina as Causas do Sofrimento

Carlos Cardoso Aveline




Desânimo, preocupação, ansiedade? Experimente deixar de lado as inúmeras urgências que provocam o sofrimento do cidadão moderno. A filosofia é uma atividade prática. Respire fundo um instante, relaxe os músculos e decida pensar por alguns minutos em um assunto simples e eterno, o tema mais importante da vida: a felicidade humana.

Mesmo estando instalado no século 21, você pode dialogar, através da filosofia, com os principais pensadores da Grécia, de Roma e da Índia. Basta desligar um pouco a televisão e as preocupações da semana que passou. Parar um pouco não é perda de tempo. Felicidade é bom negócio: quem vive relaxado e de bem com a vida tem melhores chances de êxito em todas as áreas de atividade.

O filósofo não é alguém que fala coisas complicadas e que só ele entende. É um cidadão que vive de maneira simples. Ele dedica sua vida a compreender o mundo e a si mesmo, de modo a produzir paz interior e felicidade. A palavra “filósofo” significa apenas amigo da sabedoria. “Ser filósofo é o mesmo que ser bom”, escreveu Musônio Rufo no início da era cristã. Ele ainda disse: “a filosofia consiste em ocupar-se da perfeita honestidade e nada mais”(1).

É verdade que os filósofos não dão muita importância às coisas de curto prazo. Eles parecem ter quase todo o tempo do mundo à sua disposição, e raramente são escravos do hábito de olhar para o relógio de cinco em cinco minutos. Além de atuar nas situações do seu próprio tempo, as diferentes gerações de filósofos dialogam com bastante naturalidade entre si, mesmo separadas umas das outras por milênios. Um filósofo pitagórico diz algo no século 6 antes de Cristo e outro filósofo responde no mundo romano, nos primeiros séculos da nossa era. A polêmica tem outro momento importante nos séculos 18 ou 19, mas você pode participar dela no século 21 e também retomá-la em sua próxima encarnação, dentro de, digamos, uns 2000 anos.

A virtude é um dos temas centrais da filosofia. O pitagórico Theages afirmou: “a verdadeira virtude é o hábito de ficar dentro do que é adequado.” Musônio Rufo definia a questão como um processo científico-experimental: “a virtude é uma ciência não só teórica, mas também prática, assim como a medicina e a música”. Para a filosofia clássica, a virtude é a capacidade de viver corretamente, isto é, sem causar dor para si nem para os outros. Nesta linha, o pitagórico Hipodamus concluiu: “A felicidade não pode durar sem virtude, e a virtude nasce primeiro em quem é racional”.

A doutrina de Pitágoras ensina que para viver a felicidade e a iluminação do espírito é necessário purificar a alma de toda paixão humana. A idéia está certa. Mas libertar a mente das ansiedades e preocupações em relação ao mundo externo é uma tarefa de longo prazo. “O homem não é nem feliz nem bom por natureza, mas é preciso disciplina e cuidados para alcançar bondade e felicidade”, escreveu o pitagórico Hipodamus (2). “Para ser bom”, disse ele, “o homem deve ter virtude. Mas para ter felicidade, ele deve ter boa fortuna.”

O que significa a palavra “fortuna”, usada aqui por Hipodamus? Superficialmente, é apenas boa sorte. Mas, para a filosofia esotérica, “boa fortuna” significa bom carma. Quem parece ser protegido pela boa sorte está, na verdade, colhendo um carma positivo plantado antes, nesta existência ou em uma vida anterior. É sempre recomendável aproveitar a oportunidade atual, portanto, plantando mais bom carma agora, para ter o que colher no futuro.

Hipodamus deu ainda outro motivo para explicar por que nem todas as pessoas boas são felizes: “O homem bom que busca o mundo divino é feliz; mas o homem bom que busca coisas de natureza mortal é infeliz”. A importância prática desta idéia é enorme. Embora sejamos bons, sofreremos bastante se estivermos identificados com coisas passageiras. Mas, se possuirmos a sabedoria e o desapego necessários, poderemos conhecer uma felicidade duradoura. Isso nos leva a outro problema: administrar os momentos felizes requer talento, porque é fácil apegar-se cegamente à satisfação e destruir a fonte de felicidade. A chave para resolver o problema, segundo Hipodamus, está na humildade e na busca contínua de inspiração interior:

“O homem deve administrar as coisas terrenas agradáveis buscando a virtude, assim como o piloto de um barco navega nas águas observando as estrelas, mesmo quando o vento é favorável. Aquele que faz assim não só segue o ser sagrado, mas harmoniza o bem humano com o bem divino.”

Segundo Hipodamus, a felicidade individual é inseparável da felicidade coletiva: “Se não há harmonia e inspiração divina nos assuntos diários, as coisas belas não podem permanecer em uma condição excelente. Se não existe uma legislação justa na cidade, não é possível que o cidadão seja bom ou feliz. Se não houver saúde, não será possível que o pé ou a mão sejam fortes e saudáveis. (...) A harmonia, sem dúvida, é a virtude do mundo. A legislação justa é a virtude de uma cidade. Saúde e força são a virtude de um corpo. Nestas três coisas – o mundo, a cidade e o corpo – as partes vivem em função do todo e do Universo.”

Onde está o alicerce da nossa vida? Onde podemos apoiar-nos? O filósofo Estobeu registrou que “a riqueza é uma âncora sem firmeza; a glória tem ainda menos estabilidade, assim como o corpo físico ou o poder pessoal e as honras. A prudência, a generosidade e a força interior são as âncoras poderosas. Nenhuma tempestade pode sacudi-las.” De fato, podemos evitar bastante sofrimento aprendendo a construir nossa vida sobre a base firme da verdade, e não sobre coisas efêmeras.

Para os filósofos clássicos, cada ser humano é autor e diretor de sua própria vida. Ele deve construí-la como quem faz uma obra de arte. “Assim como numa estátua, todas as partes de uma vida devem ser bonitas”, ensinou Estobeu. É melhor avançar pela vida e ganhar experiência de modo integral e equilibrado. Todos os aspectos do nosso ser devem participar da aprendizagem: deste modo, os pontos fracos são gradualmente reduzidos e eliminados.

“Quem é escravo das suas paixões não pode atingir a liberdade”, afirma o mesmo texto de Estobeu. Aqui o filósofo questiona as idéias superficiais sobre liberdade. Para ele, obedecer aos desejos animais não é liberdade. A verdadeira liberdade surge do ato de compreender os desejos exagerados como parte do ciclo da ignorância e da dor. Livre deles, o amigo da verdade vive moderadamente. Este equilíbrio interior traz felicidade. Traduzo mais quatro fragmentos preciosos de Estobeu sobre o uso da palavra, a ética e a pureza:

* “Fique em silêncio ou diga algo melhor que o silêncio. (...) Um conhecimento científico do mundo divino faz com que o homem use poucas palavras”.

* “Quando um homem sábio abre sua boca, a beleza da sua alma fica à mostra, como no caso das estátuas em um templo.”

* “Aqueles que não punem os maus gostariam de agredir os bons.”

*“Perceba o seu corpo como a roupa do seu espírito; e, portanto, mantenha-o puro”.

Junto com a pureza e a ética, uma das questões básicas da filosofia pitagórica é a da brevidade da vida. Quando o cidadão finalmente aceita este fato doloroso, ele encontra a paz. Hiparchus escreveu, em seu tratado sobre a tranqüilidade:

“Já que os homens vivem durante um período muito breve, se sua vida é comparada com o tempo todo que existe, eles farão, digamos, uma viagem mais bonita se passarem pela vida com tranqüilidade. Eles terão tranqüilidade no mais alto grau se conhecerem cientificamente e com exatidão a si mesmos, isto é, se reconhecerem que são frágeis e mortais, que têm um corpo que pode adoecer e ser ferido facilmente, e que é ameaçado por muitas coisas seriamente prejudiciais até seu último momento de vida (...) Mas as doenças que atacam a alma são muito maiores e mais graves [que as doenças do corpo]. Porque toda conduta injusta, má, ilegal e perversa da vida do homem se origina das paixões da alma.”

Além de observar de que modo a ignorância espiritual produz sofrimento, é preciso colocar em movimento, de fato, a sabedoria em nossas vidas. Em seu Tratado Sobre o Homem Bom e Feliz, o pitagórico Architas escreveu:

“Dos bens, alguns são desejáveis em si mesmos, e não por causa de outras coisas; outros são desejados por causa de um segundo objetivo e não por seu próprio valor. Porém há alguns bens que são desejados tanto por seu próprio valor quanto em função de outros objetivos. Qual é, vejamos, o bem desejável em si mesmo, e não em função de alguma outra coisa? Evidentemente, é a felicidade. Porque nós aspiramos outras coisas para alcançar a felicidade, mas não aspiramos à felicidade para alcançar outra coisa qualquer. E quais são os bens que nós desejamos em função de outra meta, e não por seu próprio valor? É evidente que são as coisas úteis, que permitem obter objetivos desejados, como trabalhos corporais e exercícios que criam bons hábitos no corpo, e também leitura, meditação e estudo, que são realizados em função da virtude e de coisas belas. Mas quais são as coisas desejadas por seu próprio valor, e também em função de outro objetivo? Estas são as virtudes, e os bons hábitos que vêm com elas; as decisões e ações deliberadas e conscientes, e tudo aquilo que acompanha o que é realmente belo.”

Os pitagóricos ensinam que o bem supremo é a justiça. Nada mais natural, porque justiça é apenas o nome ocidental da lei do Carma, que governa o universo e também cada uma das suas partes. Theages escreveu:

“A justiça é aquilo que separa todos os erros e todas as virtudes da alma. Justiça é uma certa ordem na combinação correta das partes da alma. É uma virtude perfeita e suprema, porque todas as coisas boas estão contidas nela, mas as outras qualidades positivas da alma não podem existir sem ela. Por isso a justiça tem grande força tanto entre os deuses como entre os homens. Esta virtude contém o laço pelo qual o todo e o universo são mantidos juntos, e pelo qual deuses e homens mantêm contato.”

Para Theages, “a virtude não está em eliminar os sentimentos da alma, mas em harmonizá-los. Porque a saúde, que é uma certa combinação das energias do corpo, não é alcançada com a eliminação do que é quente ou frio, úmido ou seco, mas sim com a combinação correta destes elementos. Assim também, na música, a beleza não consiste em eliminar o agudo e o grave, mas, quando eles são harmonizados, o acorde é produzido e a dissonância é eliminada. (...) Deste modo, quando a raiva e o desejo são harmonizados, os vícios e outras paixões são extirpados e a conduta é regenerada.”(3).
Não devemos, pois, buscar necessariamente a eliminação dos contrastes e das dificuldades nas situações concretas da nossa vida. Situações fáceis muitas vezes produzem grandes quantidades de preguiça, acomodação e rotina. Em compensação, as situações difíceis e os grandes desafios nos forçam a crescer.

As verdadeiras causas do conflito e da ansiedade é que devem ser eliminadas. As crises servem para alargar nosso horizonte. A incerteza do futuro nos faz acordar para a necessidade de compreender a vida eterna e redescobrir conscientemente a nossa vocação para o que é infinito.


NOTAS:

(1) Musônio Rufo em “Disertaciones, Fragmentos Menores”, Biblioteca Clásica Gredos, Editorial Gredos S. A., Madrid., 1995. Ver pp. 59, 85, 87.

(2) A seguir, em várias citações, traduzo trechos pitagóricos inéditos em português, incluídos em “Life of Pythagoras”, de Iamblichus (Jâmblico). A tradução do grego é de Thomas Taylor, em livro editado em Londres por John Watkins, 1926. Há uma excelente coletânea de material pitagórico publicada nos EUA sob o título “The Pythagorean Sourcebook and Library”, compilada por Kenneth Sylvan Guthrie, editada por Phanes Press, Michigan, em 1987, com 361 pp.

(3) “Life of Pythagoras”, Iamblichus, 1926, obra citada, p. 170.

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Comentário Final:

O Caminho da Moderação

Pitágoras nasceu na ilha grega de Samos no início do século 6 antes da era cristã. Ele foi o primeiro sábio a chamar-se filósofo. Foi com Pitágoras, de certo modo, que o pensamento ocidental alcançou a maturidade. Apesar de nada haver escrito, sua sabedoria foi colocada no papel por discípulos e marcou profundamente a civilização ocidental ao longo dos últimos 2500 anos. Ele ajudou a sentar as bases não só da filosofia, mas da matemática, da geometria, da música e da astronomia modernas.

Há uma continuidade evidente entre aspectos centrais das filosofias de Pitágoras, Sócrates, Platão, do estoicismo e outras correntes de pensamento que alcançam até o dia de hoje, como a moderna teosofia. Quanto mais passa o tempo, a sabedoria pitagórica parece ficar mais atual. Ela está silenciosamente presente nas diversas áreas do pensamento humano. Todo o mundo é influenciado pelo pitagorismo, mesmo que nem todos saibam disso.
Os pitagóricos recomendam moderação em todas as situações da vida, o que se parece muito – não por acaso – com o “caminho do meio” dos budistas. Segundo Helena Blavatsky, Pitágoras trouxe para o Ocidente a “nova” religião de Gautama. Buda e Pitágoras foram contemporâneos. A própria Blavatsky mostrou, no entanto, que a influência do Egito e dos brâmanes da Índia sobre Pitágoras foi igualmente grande e pode ter sido maior que a budista. De fato, as diferentes religiões e filosofias compartilham a mesma sabedoria essencial. (CCA)

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Para ter acesso a um estudo diário de teosofia original, escreva a lutbr@terra.com.br e pergunte como é possível acompanhar o trabalho do e-grupo SerAtento.

O OTIMISMO E A FILOSOFIA ESOTÉRICA




O pensar filosófico, pode e vai muito além daquilo que normalmente imaginamos. Ao ler este texto me lembrei das aulas de Metafisica, na Faculdade de Filosofia, o que me permitiu mudar uma série de conceitos e paradigmas que carregava comigo, sem sequer me permitir pensar nestes. Tal permissão não era por bloqueios pré-estabelecidos, mas por uma forma massificada de não raciocinar além daquilo que me era pedido, de certa forma.
A descoberta de que o horizonte é muito mais amplo do que imaginamos e/ou visualizamos de nossas janelas, me impulsiona na busca de cada vez mais descobrir o novo, aquilo que me acrescente e possa me fazer construir novos conceitos e assim mudar os meus ângulos de pensamento, fomentando em mim o caminho de cura pessoal, e poder estimular este nos que estejam à minha volta.
Espero que tenham uma excelente leitura.

A Teosofia Original Ensina a Confiar no Futuro





Carlos Cardoso Aveline








O otimismo teosófico surge de

uma percepção correta do universo







A ética não pode ser estimulada com eficiência através de mera propaganda. Os comportamentos sutilmente desonestos são sintomas de um processo psicológico que deve ser compreendido. A atitude egoísta diante da vida - frequentemente disfarçada sob aparências “espirituais” - é uma forma de cegueira desnecessária.



Na ausência de uma visão correta de futuro, o comportamento humano é dominado por uma busca de satisfações de curto prazo. Problemas como crise ética, apego a rotinas, dispersão mental ou uma luta exagerada pelo poder estão associados à ausência de uma percepção adequada do futuro. Eles surgem porque não há uma compreensão do mistério do Tempo e do Carma.



A teosofia ensina que a vida pode e deve ser renovada a todo momento, individual e coletivamente. O renascimento interior é sempre possível. Quando o indivíduo e a comunidade veem as causas do sofrimento, a compreensão substitui a dor. A fonte central das aflições é a ignorância. Um projeto de vida correto é inseparável de uma clara percepção do tempo cíclico de longo prazo, incluindo o processo da reencarnação.



O passado, o presente e o futuro devem ser reconhecidos como aspectos diferentes de uma só Duração Ilimitada. O tempo é eterno e indivisível. Quando isso é percebido, a lei do carma pode ser compreendida e a doença do egoísmo encontra a sua cura no interior da alma. O aprendiz deve erguer-se acima das trivialidades pessoais. Então a sua visão de futuro se torna estimulante outra vez, o propósito da vida fica claro, as suas potencialidades positivas se tornam visíveis, o egoísmo não faz sentido, e o desânimo e a dispersão mental parecem não ter existido jamais.



Otimismo e Felicidade



A questão do otimismo em teosofia é fundamental, porque o significado da palavra “otimismo” é confiança no futuro, e o movimento teosófico existe, precisamente, para preparar um futuro melhor.



Toda verdadeira filosofia oferece a seus estudantes um caminho para a felicidade através do conhecimento do universo e do autoconhecimento. A teosofia não é uma exceção, e a sua visão de mundo é prática. O otimismo teosófico surge quando se compreende que a felicidade interior é um resultado natural do ato de viver corretamente.



Aquele que alcança um real conhecimento da lei da vida tem motivos sólidos para confiar no futuro, porque aprende a plantar o que deseja colher. Um antigo ditado recomenda:



“Plante uma ação, e colherá um hábito;

Plante um hábito, e colherá um caráter;

Plante um caráter, e colherá um destino.” [1]



O Caminho do Nirvana



O nobre óctuplo caminho ensinado por Gautama Buddha é o caminho para a felicidade ou nirvana. A teosofia só pode ser descrita como um caminho de sacrifício do ponto de vista do eu inferior, cujo mundo é ilusório.



O sofrimento é parte da vida porque a vida implica ilusão. Dukkha, dor ou aflição, é a primeira nobre verdade do Budismo. Ela deve ser vista logo no inicio, porque a sua correta compreensão é o ponto de partida no Caminho da bem-aventurança.



A filosofia esotérica não ensina apenas que para cada dor há uma lição, e frequentemente mais de uma. Ela também afirma que o aprendizado pode ser feito de modo consciente. Para viver com os olhos abertos, basta buscar sinceramente pelas Causas do sofrimento. No verdadeiro otimismo não há uma idealização emocional. A confiança no futuro requer atenção. A vigilância é o preço a pagar pelo discernimento, e o discernimento é a base da sabedoria e da felicidade.



Quando conhecemos o modo como a Vida funciona, percebemos que é possível confiar nela. O otimismo ensina a confiança em si mesmo e permite ao indivíduo preservar a sua felicidade interior apesar dos desafios.



Nenhuma dor é mais intensa que a lição ensinada por ela. A aflição humana não pode superar a bênção que a compensará em seu devido tempo. Um Mestre de Sabedoria escreveu:


“A natureza tem um antídoto para cada veneno, e suas leis possuem uma recompensa para cada sofrimento. A borboleta devorada pelo pássaro se torna aquele pássaro, e o pequeno pássaro morto por um animal alcança uma forma mais elevada. Esta é a lei cega da necessidade e da eterna adequação das coisas...” [2]



É verdade que o otimismo filosófico parece excessivamente severo para as mentes superficiais. Sendo profundo, ele não está preso ao plano das aparências. A confiança transcendente no futuro é uma fonte essencial daquela visão da vida que sustenta, por exemplo, o auto-sacrifício de longo prazo. É preciso ter um verdadeiro otimismo para dedicar sua existência a um ideal elevado, deixando de lado o apego ao conforto pessoal. E deve-se levar em conta que a verdadeira teosofia não é um anestésico. Ela elimina gradualmente a causa, e não apenas os sintomas, da dor humana.



Uma fonte decisiva de otimismo está na relação direta que há entre o indivíduo e o universo como um todo. A sabedoria antiga afirma que cada alma humana possui uma estrela inspiradora no céu, e um clássico teosófico acrescenta:



“Quando tiveres encontrado o começo do caminho, a estrela da tua alma mostrará sua luz; e por esta luz perceberás como é grande a escuridão em que ela brilha. (.....) Não fiques assustado nem aterrorizado por esta visão; mantém os teus olhos fixos na pequena luz e ela crescerá. (.....) Então tu começarás a compartilhar de um contentamento que traz, de fato, um trabalho terrível e uma profunda tristeza, mas também provoca uma satisfação grande, e cada vez maior.” [3]



Otimismo, em filosofia esotérica, não é alguma esperança ingênua. Ele surge da capacidade de compreender a vida infinita e de manter-se em harmonia com ela independentemente das circunstâncias externas. Todos os seres e situações existem no território da lei universal, e a chave da felicidade está em obter, por mérito próprio, uma ligação consciente com o que é ilimitado.





NOTAS:



[1] De um artigo intitulado “The Genesis of Evil in Human Life”, assinado por “I” e publicado na revista “Lucifer”, de Londres, edição de janeiro de 1889, pp. 373-78. A palavra “Lúcifer” significa “portador da luz”. É um nome da antiguidade para o planeta Vênus, a “estrela do amanhecer”. Desde a idade média, no entanto, o termo foi distorcido por teólogos desinformados e usado para justificar a tortura e o assassinato de pessoas - em nome de Jesus Cristo - por parte da igreja católica. Felizmente, desde o século 20 a igreja católica já não se atreve mais a matar e torturar pessoas.



[2] “Cartas dos Mahatmas”, Editora Teosófica, Brasília, 2001, dois volumes, ver Carta 88, volume II, p. 60.



[3] “Light on the Path”, Mabel Collins, Theosophy Company, Mumbai, India, 90 páginas. Este trecho foi publicado em “O Teosofista” de Outubro de 2011. Faz parte do texto intitulado “Quatro Regras Para o Caminho Místico”, naquela edição. A coleção completa de “O Teosofista” pode ser encontrada no website www.FilosofiaEsotérica.com , em seção temática própria.



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Uma versão do texto acima foi publicada vez em inglês em outubro de 2011 pelos websites www.TheosophyOnline.com , www.Esoteric-Philosophy.com e www.FilosofiaEsoterica.com . Título: “Optimism in Esoteric Philosophy”.



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Para ter acesso a um estudo diário da teosofia original, escreva a lutbr@terra.com.br e pergunte como é possível acompanhar o trabalho do e-grupo SerAtento.

O OTIMISMO E A FILOSOFIA ESOTÉRICA

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Criança obesa problema de saúde na certa.

Crianças obesas têm risco até 40% maior de enfarte no futuro, diz estudo http://revistaepoca.globo.com/Saude-e-bem-estar/noticia/2012/09/criancas-obesas-tem-risco-ate-40-maior-de-enfarte-no-futuro-diz-estudo.html

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O que é dormir?


Nosso cérebro nunca para, nem durante o sono. Apresenta duas formas distintas de atividade: a vigília e o sono. As atividades cerebrais de vigília acontecem durante o período no qual estamos acordados, e as atividades cerebrais do sono são particulares, evidentemente, ao período no qual dormimos.
É impossível viver sem dormir. Os períodos cíclicos e ininterruptos de sono e vigília, aparentemente tão diferentes, sustentam todas as nossas funções biológicas e intelectuais. Esta é uma verdade que vale por toda a nossa vida, desde
o período intraútero de nossa existência. A saúde do organismo depende do adequado equilíbrio entre estas duas formas de atividade cerebral.
Dormir é uma função biológica essencial para a manutenção da vida, tão importante quanto comer, beber ou respirar. Essas quatro atividades – comer, beber, respirar e dormir – são consideradas essenciais, pois visam à manutenção da vida em suas atividades mais básicas. Privar um indivíduo de qualquer uma dessas funções biológicas culmina, num tempo maior ou menor, impreterivelmente, com a morte.
O sono é um período fundamental para qualquer atividade executada durante a vigília. Em experimentos com animais, o impedimento do sono leva à morte em apenas poucas semanas. São incompatíveis com a vida as alterações na fisiologia
do organismo que surgem após um período de privação do sono.
Estamos sempre atentos à importância do ato de comer e beber (que geram prazer imediato ao saciarmos nossas fome ou sede) e com o ato da respiração (que gera desconforto imediato ao ser interrompida). Acontecendo num momento
do nosso dia onde a relação com o mundo se processa sem interações ou contatos físicos concretos e quantificáveis, a atividade de dormir, por muita gente, é relegada a um segundo plano no rol das necessidades biológicas primárias.
E isto acontece não só pelo julgamento da população em geral,mas, em especial e com raras exceções, com a comunidade científica, que só agora dedica ao tema a importância que ele tem.
Durante muito tempo, a Medicina interpretou o sono de modo limitado, embora tenhamos na ponta da língua o tempo que usamos com o ato de dormir (aproximadamente a terça parte de toda a nossa vida) e todos nós saibamos que uma noite bem dormida é fundamental para um despertar saudável e um dia harmonioso.
Todos nós dormimos. Uns dormem menos, outros precisam dormir mais, mas todos dormimos. A grande maioria da população imagina que o nosso corpo, ao dormir, comporta-se como um carro estacionado à noite: imóvel, inativo, com as luzes e o motor apagados. Ou então como um computador em modo stand by, programado para começar a funcionar em determinada hora ou na primeira balançada do mouse. Em absoluto, não é isso que acontece. A atividade do cérebro é contínua e frenética durante o sono, principalmente durante o momento em que os sonhos acontecem.
Quanto às nossas funções motoras, os nossos movimentos, ficam realmente imóveis quando dormimos. Esta imobilidade é uma condição necessária ao sono normal (o cérebro deixa de emitir os sinais de movimento para os nervos motores localizados na medula espinal). É como se fôssemos acometidos por uma paralisia geral temporária, que mantivesse funcionando apenas os músculos da respiração, estes sim independentes de funções voluntárias, assim como outro músculo, o coração, que também não para durante o sono. O despertar, por sua vez reativa, além de nossas funções motoras, nossa consciência.

Fonte: http://www.buscasaude.com.br/otorrinolaringologista/o-que-e-dormir/

sábado, 15 de setembro de 2012

Isoflavona: o tesouro da soja » Revista Herbarium

A alimentação deve ser uma das nossas principais preocupações, no entanto, em nosso cotidiano as limitações de tempo nos forçam, muitas vezes recorrer aos Fast Food paraíso do sódio, das comidas industrializadas.

"Consumida há pelo menos 5 mil anos no Oriente, essa leguminosa  – integrante da família dos feijões – é sempre mencionada pelas propriedades funcionais. Há estudos que apontam sua proteína como protetora contra males cardiovasculares. Entretanto, é uma outra substância a responsável pela  verdadeira fama da soja: a isoflavona. “Trata-se de um fito-hormônio”, afirma a ginecologista Sônia Maria Rolim, professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Traduzindo: o composto vindo do vegetal funciona como uma espécie de hormônio no nosso organismo. Ele consegue a proeza de imitar o estrógeno. Por essa razão, é eficaz para atenuar alguns sintomas comuns na menopausa, caso das ondas de calor."*

Na medida do possível, comece a se preocupar em alimentar-se de forma mais saudável, de forma regular e assim você viverá muito melhor.
Qualidade de vida é a chave para aproveitar tudo aquilo que a vida tem a nos ofertar.

Isoflavona: o tesouro da soja » Revista Herbarium

*Fonte: http://www.revistaherbarium.com.br/isoflavona-o-tesouro-da-soja/#.UFUu7Wl4tzE.facebook

Pensando Positivo: Você já meditou hoje?

Bem legal o texto que trata da tão falada meditação e que tantas pessoas desconhecem.

Pensando Positivo: Você já meditou hoje?: A meditação tem sido praticada há milhares de anos, ela foi originalmente concebida para ajudar a aprofundar a compreensão das forças sagra...

Fonte: http://pensandopositivo10.blogspot.com.br/

domingo, 9 de setembro de 2012

Reikilibre-Se: Informações cientificas do Reiki

Para compreender um pouco sobre o que é o REIKI, este sistema quântico que a ciência formal tem, em pesquisas recentes, reconhecido como um gerador de benefícios para todos.

Reikilibre-Se: Informações cientificas do Reiki: Sistema quântico é energia em continua expansão, por irradiação em total transformação.Na filosofia Reiki = TEOFONIAS (manifestação de...

CHOCOLATE parceiro do cérebro

A parceria é bem boa!!!

Chocolate protege o cérebro, aponta pesquisa http://noticias.universia.com.br/ciencia-tecnologia/noticia/2012/09/05/964093/chocolate-protege-cerebro-aponta-pesquisa.html